"A fonte" explicada aos asiáticos

Aqui na Ásia é assim. Sempre que há uma sanita por perto, lá está este símbolo a pedir por-favor-não-ponha-aqui-o-pezinho. Em Timor só o vi uma vez e antes disso, muito antes, estranhava o facto de haver sempre pegadas no raio da sanita. Depois fez-se luz, claro.

 

Esta malta está habituada a este chega-chega de cócoras até ao chão e depois depara-se com um cântaro deste tamanho e não sabe o que fazer. É sabido que é difícil mudar hábitos e costumes tão antigos mas a questão aqui nem é essa, esta malta nunca viu uma coisa destas, como há-de saber usá-la? Há, por isso, o perigo de escorregar e cair dentro da dita cuja ou mesmo de a partir.

 

E neste último caso a coisa pode ser mais grave e haver cortes e sangue e coisas desagradáveis. Portanto, é pôr aqui o rabinho senhores, e deixar os pés onde estão. É ir à vontade, à vontadinha mesmo. e sem medos!

 

Quanto ao papel higiénico, esse é um caso que considero perdido. O papel limpa, a água lava, é o argumento e eu aceito. Só é pena a necessidade de usar a mãozita. É por isso que se come com a mão direita (não há cá talheres!) e se lava o corpo com a esquerda. Depois é esperar que não se enganem na hora do ‘passou bem?’

Reporter Timor às 07:04 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos