Ataúro ou o paraíso no paraíso

Foi há um ano o primeiro deslumbramento.

 

Embarcámos num barco rumo à ilha de Ataúro num fim-de-semana descontraído que iria mudar a minha relação com Timor para sempre.

Não me lembro de ter falado muito durante essa viagem, tal era a vontade de assimilar tudo o que me estava a acontecer.

 

Acordei em Ataúro em dia de aniversário. E cruzei o mar entre as ilhas deste Timor que amo. 

Este ano repito a experiência na companhia de malta absolutamente maravilhosa (é esse o segredo!) e pretendo fazê-lo no próximo aniversário  e ainda no outro e no outro outra vez se for preciso.

 

Porquê?

Porque no ano passado houve um  momento em que alguém do outro lado do mundo que, felicitando-me por mais um aniversário, com uma voz cortada, embargada, paralizada, me dizia: “há anos que não te ouvia tão feliz”.

E eu sei, oh se sei!, que o meu estado de espírito mora todo nesta voz que não consegue conter-se da felicidade em que moro agora.

 

É, fui muito feliz em Ataúro.

Reporter Timor às 04:06 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos