Segunda-feira, 29.04.13

O Mercado

 

Nunca perdi nada. Uma carteira, umas chaves, um livro, um casaco. Nada, nadinha. Ontem perdi a carteira com 100 dólares e documentos vários num mercado megalómano, ou devo dizer caótico?, nos arredores de Díli.

 

Depois de um ano sem Zara e companhia (por favor, não me venham dizer que isto são coisas de gente consumista, é na verdade o desespero de viver num país com lojas chinesas a preços Versace!) resolvi ir a um mercado de rua, uma espécie de Colombo em barracas, à procura de uns trapinhos. Devo dizer que me especializei em assuntos de mercados de rua com mosquinhos - muitos! - e terra batida e lama e esgotos a céu aberto. Mas este mercado era O MERCADO, um mundo de trapos pendurados, caídos e em monte, e o coração batia-me descompassado.

 

Na hora de pagar um vestido, que acabou por ficar para trás abandonado (coitadinho!), nem sinal da carteira. Voltei atrás, chorosa, com a I. a dizer – e muito bem! – que não era o fim do mundo em cuecas (havemos de lá chegar, meus amigos!). 

 

E não é que uma senhora, a quem os 100 dólares fariam muito mais falta do que a mim, andava pelo mercado à minha procura?

Abracei-a e agradeci 327 vezes.

Ainda me disse "confirme se está aí tudo".

Disse-lhe que não era preciso, bastava aquele gesto e a honestidade tão presente, tão de gente séria e grande.

 

Timor e os timorenses sempre a surpreender!

Reporter Timor às 08:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 26.04.13

"A fonte" explicada aos asiáticos

Aqui na Ásia é assim. Sempre que há uma sanita por perto, lá está este símbolo a pedir por-favor-não-ponha-aqui-o-pezinho. Em Timor só o vi uma vez e antes disso, muito antes, estranhava o facto de haver sempre pegadas no raio da sanita. Depois fez-se luz, claro.

 

Esta malta está habituada a este chega-chega de cócoras até ao chão e depois depara-se com um cântaro deste tamanho e não sabe o que fazer. É sabido que é difícil mudar hábitos e costumes tão antigos mas a questão aqui nem é essa, esta malta nunca viu uma coisa destas, como há-de saber usá-la? Há, por isso, o perigo de escorregar e cair dentro da dita cuja ou mesmo de a partir.

 

E neste último caso a coisa pode ser mais grave e haver cortes e sangue e coisas desagradáveis. Portanto, é pôr aqui o rabinho senhores, e deixar os pés onde estão. É ir à vontade, à vontadinha mesmo. e sem medos!

 

Quanto ao papel higiénico, esse é um caso que considero perdido. O papel limpa, a água lava, é o argumento e eu aceito. Só é pena a necessidade de usar a mãozita. É por isso que se come com a mão direita (não há cá talheres!) e se lava o corpo com a esquerda. Depois é esperar que não se enganem na hora do ‘passou bem?’

Reporter Timor às 07:04 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 25.04.13

Entrevista da treta

O momento que se segue é da inteira e exclusiva responsabilidade das PRODUÇÕES-que-podiam-ser-FICTÍCIAS-mas-que-aconteceram-mesmo. Tenham por isso, medo, muito medo.

 

Ora bem, há uns meses quando andava à procura de emprego tive uma entrevista de trabalho com o “Tozé”, do Conversa da Treta. Bom, não era ele, mas andava lá perto. E a conversa que tivemos foi mais ou menos assim:

 

Ele: Não tive tempo para ver o teu CV, podes fazer-me um pequeno resumo do teu percurso?

Eu: Sou jornalista, licenciada e mestre em ciências da comunicação, nos últimos 5 anos trabalhei na RTP…

 

Nisto o “Tozé” levantou a mão como que a dizer “podes parar que já estou cansado”, obediente como sou calei-me, e vira-se ele para o outro:

 

Ele: Olha lá, onde é que conheceste esta miúda?

O outro: Eh…foi na festa do cicrano.

Ele: Eheeh tenho que começar a ir a essas festas!

 

(por favor, digam-me que conseguem ouvir a voz do “Tozé”! E que ali pelo meio até deram conta de um “oinc oinc” nasal.)

 

A entrevista continuou comigo a explicar o meu percurso profissional até que oiço o seguinte:

 

Ele: Mas afinal porque é que vieste para Timor?

Eu: Porque queria mudar de vida.

Ele: Não, isso não é verdade.

Eu: (Oi??)

Ele: Conta lá, o que é que te aconteceu? O namorado deixou-te no altar, tiveste um desgosto amoroso, o que foi?

 

Não me lembro do que respondi. Sei que mudei de posição com as mãos unidas, o que me permitiu respirar fundo. De resto, diria que a minha expressão facial já era informação suficiente. Mais à frente, o senhor volta à carga:

 

Ele: Espera lá, tu estás a querer convencer-me de que uma pessoa que trabalhou na RTP deixou tudo para trás para vir trabalhar para a minha empresa?

Eu: Não.

 

A entrevista chegou ao fim com este redondo e seco NÃO. Não sem antes, lá pelo meio, ele me perguntar onde raio encontrava eu maquilhagem em Timor! Entre outras banalidades que nada tinham a ver com o caso.

 

Foi, acima de qualquer coisa, e ao contrário do que possa parecer, um episódio divertido. Já não se fazem pessoas assim, daquelas que parecem acabadas de desenformar das mãos de um oleiro. Peças únicas, meus amigos! E eu, que tantas saudades tenho de ir ao teatro, até gostei de assistir a esta cena da primeira fila.

Reporter Timor às 02:22 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 24.04.13

Chez Moi

Já vivia em Lisboa há uns anos quando comecei a chamar-lhe casa.

Curiosamente em Timor a coisa progrediu mais depressa. Convenhamos que viver numa comunidade tão próxima e familiar, que nos saúda a toda a hora e nos pergunta aonde vamos - baa ne'ebe, mana? - como quem diz "olá" nos ajuda a sentir que pertencemos àquele lugar. Dizer também que em duas semanas todas as pessoas do bairro sabiam o meu nome (é rara a pessoa que me chama mala'e, estrangeira, o que eu agradeço!), e olhem que ter um nome russo não facilita!

 

Isto para dizer que o "pesadelo da noite passada", mais especificamente da noite de Domingo, foi um susto valente.

No trabalho alguém bateu - terá sido sem querer?! - à minha janela e eu quase que podia jurar que tinha perdido umas gotinhas.

Andei aterrorizada, não dormi durante duas noites com medo de até - imagine-se - tomar banho, não fosse o gajo andar a espiar-me.

 

Os senhorios acham que o tipo mora ali perto e que tem rondado a casa.

Os amigos dizem que este não será um episódio singular.

E o meu housemate ainda não guardou o taco de golfe.

 

Hoje a matriarca da família e dona da casa veio falar comigo (estava noutro distrito e veio para Díli de propósito para tratar deste assunto).

Quis saber, antes de mais nada, como me sentia.

Pegou-me na mão e disse que ia reforçar a segurança da casa.

Depois pediu-me desculpa pela ignorância dos vizinhos.

 

Fiquei com a sensação que sabe quem é o desgraçado.

Eu, sinceramente, dispenso essa informação.

 

Antes disso o filho dela, que está em Portugal numa formação, ligou-me para saber como estou.

Estão preocupados, vão proteger-me.

 

Depois do susto, esta continua a ser a minha casa mas a minha família cresceu.

 

Aos amigos que se preocuparam, me ouviram, abraçaram, ligaram, enviaram mensagens...obrigada, batem forte cá dentro!

Reporter Timor às 02:12 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 22.04.13

Conversas na montanha

Foi em Timor que me ficou clara a ideia de que isto de ser jornalista era mais do que uma profissão. é verdade que sempre gostei muito mais de ouvir do que falar (muito embora este aspecto nem sempre fique muito claro) mas foi neste terreno fértil que encontrei as histórias (ou pessoas?) mais fascinantes

 

E tem sido assim desde há um ano, não será todos os dias que uma pessoa trabalha e não tem tempo para dar assim de barato mas, seguramente, todas as semanas. Foi na sexta-feira que conheci uma daquelas pessoas que, no dizer de José Saramago, “fala connosco como se nos quisesse meter no coração”.

 

(a ver se não me esqueço de dizer ao P. - que sempre viveu muito mais do que leu - e fez ele senão bem! - que ler muito nos faz andar a olhar para as coisas com as ideias dos outros)

 

A pessoa de que vos falo é uma jovem, e vibrante, indiana. Porquê vibrante? Fez-me levantar às 6h da manhã dois dias seguidos, Sábado e Domingo para ser mais precisa, para uma caminhada de duas horas pela montanha. E foi lá em cima, já com as montanhas e o mar expostos à luz do dia, exactamente como nas pinturas a óleo, que a ouvi.

 

Sem querer entrar em pormenores que as conversas privadas são isso mesmo, privadas, deixo-vos algumas - e foram tantas – das coisas que a G. me ensinou:

 

1. As mulheres indianas antes de serem alguém são mulheres de alguém. Tanto assim que para dizer “marido”, elas têm, na verdade, que dizer “deus-marido”.

 

2. Na Índia é a família da mulher que paga o dote pelo casamento arranjado. Isto porque se considera uma bênção que alguém queira casar com aquela mulher – bonita ou feia, gorda ou magra – a quem nem a própria família quis pôr na escola por considerar inútil o investimento.

 

3. Nos anos 90 a India aprovou uma lei para proteger as mulheres indianas de violência doméstica e extorsão de dinheiro, uma vez que era costume as famílias dos maridos exigirem o pagamento de várias parcelas anexas ao dote ao logo da vida.

 

4. Segundo essa mesma lei, não é preciso provas para prender o marido ou a família deste. A acusação dispensa provas e os acusados, neste caso vítimas da própria lei, são presos. Isto garante, a essas mulheres, uma pensão de alimentos milionária para o resto da vida.

 

5. A máfia russa tem uma presença forte no Sul da Índia.

 

6. A Índia está neste momento a discutir uma lei que defina uma idade máxima para exercer as funções deputado ou líder político. Neste momento, a política na Índia é dominada por homens – e também há mulheres - com mais de 80 anos.

 

7. Apesar de historicamente a colonização da Índia pelos Britânicos, no século XVIII, estar associada à evolução do país, é uma enorme vergonha para os indianos que 4 mil ingleses tenham subjugado um país com 400 milhões de habitantes.

 

8. As crianças são educadas para mostrar um enorme respeito pelos mais velhos. Uma das formas mais comuns de o demonstrar é tocar nos pés dessas pessoas.

 

9. Durante o processo de colonização, os indianos eram instruídos para não se misturarem com os ingleses com o argumento de que eram portadores de doenças e desgraças. E esta é uma das razões, mas não a única, da praticamente inexistente mistura racial.

 

10. Ainda hoje na Índia se diz, a quem venha com manias de grandeza, “are you playing like a british?”.

 

E já é a segunda vez que, ao subir uma montanha, ganho um amigo.

 

Não fosse doer-me tudo e dedicava-me a isto.

Reporter Timor às 02:38 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

O pesadelo da noite passada

Estava bem acordada quando gritei por ajuda perto das 2h da manhã.

 

Antes disso, ouvia ao longe - seria sonho? - alguém a bater com muita insistência no vidro da minha janela, depois percebi que esse alguém tentava abrir a janela e foi aí que acordei assustada.

 

Segundos depois a criatura deixou claro que a ideia era entrar-me em casa. Com tanta porta e janela, ao escolher a do meu quarto, o intruso sabia muito bem ao que ia. Embalado pelo álcool? É possível. Mas seguramente também, senão sobretudo, pela obsessão pelas mulheres brancas.

 

Diz a lenda que um dia uma mulher muito branca e muito loira há-de aparecer aos homens timorenses. Para quê exactamente, não sei. Sei que o tipo não quis esperar nem por esse dia nem pela loira.

 

Valham-nos os amigos, é só o que vos digo...

Reporter Timor às 02:16 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 18.04.13

Para mais tarde recordar

Em Timor um fotógrafo que se preze, faz casamentos, baptizados e funerais.

Sim, leram bem. funerais.
Ainda não estou em mim do choque. é que parece que é comum tirar-se fotografias do morto. e dos filhos com...o morto. e dos sobrinhos com...o morto. e...do morto.

Como é que eu sei isto?
Um colega decidiu mostrar-me o álbum de família. "Aqui está a minha mulher, os meus filhos, o meu irmão..."

Eis que de repente se vê uma senhora deitada de boca aberta, vestida de branco, deitada dentro de uma caixa branca também.

A isto chama-se choque cultural, meus amigos, e eu não estava nada preparada para conhecer a falecida tia desta forma.
Reporter Timor às 07:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

“Hau nia Fuan”

Ou “o meu coração”.

Hau, para dizer eu.
Nia, para dizer meu.
Fuan, para dizer coração.

Agora imaginemos que queremos dizer apenas coração. "Fuan" não serve. Tal como no amor, só, esta palavra não tem qualquer significado.

Outra:

“Kuak” quer dizer buraco. “Hakuak” já significa “abraçar”. Ou seja, o “ha” vem preencher o vazio.

Bonito, ãh? Os timorenses são uns poetas pá!

As aulas de tétum vão de boa saúde, obrigada.
Reporter Timor às 03:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 17.04.13

"Teka Teka Mutin"

Ou "lagartinha branca".

 

É o melhor elogio que se pode fazer a uma mulher timorense.

 

True story.

Reporter Timor às 09:19 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

O dia chegou

Há anos que a minha irmã grande, que tem a carta desde que nasceu, me pergunta “mas afinal, quando é que te fazes à estrada?”. Para a minha irmã grande, não há liberdade maior do que ter um carro. E ela já teve vários, grandes e pequenos, familiares e comerciais. Conduz maravilhosamente, porque gosta, porque lhe dá prazer e liberdade. E neste aspecto, um carro para a minha irmã grande, é o mesmo que um livro para mim.

Vivi em Lisboa durante 8 anos. quem é que precisa de carro quando temos um metro mesmo ali à porta? o argumento nunca me valeu de nada. sou capaz de ter ouvido 1357 vezes a mesma pergunta “mas afinal quando é que tiras a carta?”.

(E agora que penso nisso, ela nunca me perguntou quando é que terminava a licenciatura ou o mestrado. o que só demonstra que sempre teve muito mais fé nas minhas capacidades intelectuais do que nas mecânicas.)

O dia chegou. E a minha irmã grande foi a primeira a saber. Aquilo deve ter sido uma festa lá em casa saber-se que aos 26 anos a tia T. tem carta e carro, muito embora não seja desta que vai levar a criançada à piscina ou à praia.

(ah! E foi uma sorte o meu sobrinho ter perdido os documentos da licença, senão teria carro e carta antes de mim. Ufa!!!)

E ontem, dia de estreia, lá saí de casa cedinho, a fazer a primeira de tantas manobras com o Y. a torcer para que eu não destruísse o património do senhorio, desejos de bom dia e lá fui estrada fora. E aqui vale a pena dizer que a estrada da minha casa, apesar de alcatroada, tem esgoto a céu aberto de lado a lado, para além de que é a mais estreita da cidade. Oh sorte!!

No meu primeiro dia, que foi ontem, cheguei a ter a sensação de que todas as pessoas que passavam de carro me conheciam. depois lembrei-me que olhavam para mim porque eu ia praticamente parada, numa tentativa de evitar contacto íntimo com as motas que me ultrapassavam pela esquerda e pela direita. sim, ao mesmo tempo!

Pensei "aguentem-se, filhos, que há um ano que ando de táxi e eles não andam mais depressa do que isto".
Reporter Timor às 02:24 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 08.04.13

Na ilha de Rote

Éramos quatro na outra metade de ilha. Portugueses, todos. Quis o acaso que nos juntássemos ali, do lado da fronteira que já não é Timor, e que ainda é paraíso, para descobrir o quanto havia de comum nas nossas histórias. Como se para tal não bastasse estar aqui, neste canto do mundo.

 

Éramos quatro, dizia eu, e a história é só uma. Contámo-la a um australiano, durante a viagem de biscota (diz o word que não reconhece a palavra, mas imaginem um nano-micro-autocarro, transporte-rei na Ásia), a caminho do porto onde um barco nos esperava. Mentira que foi ele que se fez esperar

 

Íamos então os cinco a conversar num estrangeiro tão familiar contando as razões das nossas fugas. O australiano por ser de onde é, onde o dinheiro abunda e a hipocrisia é tanta, nós por sermos de onde dinheiro não há e onde(assim se vê a injustiça que há neste mundo) hipocrisia há de sobra. De maneira que o australiano, surfista, backpacker, mochileiro de larga viagem, diz que trabalha dois meses como artista de rua em Melbourne e se dedica às ondas no resto do ano. Não percebi qual o argumento que vence, se a aversão aos australianos se o encanto pela Ásia. O certo é que o homem não vai para novo, já leva dezasseis anos disto, e diz que isto é que é viver.

 

Eis a história. Jovens, licenciados, empregados na profissão certa. Tudo tão encaminhado e o país às avessas. Futuro que não pode ser este. Tarde ou cedo os ventos mudam e se há quem cuide que eles não soprem desfavoráveis, também os há quem decida não esperar. Nós.

 

E assim se fizeram as malas, se deram abraços apertados e se apanhou o avião, como nos sonhos, seguros de que o desconhecido só podia ser melhor. E é mesmo.

 

Tanto assim que fomos ao paraíso, sem sair dele, contar a história desta geração de portugueses pelo mundo. Depois atravessámos os mares, como é tradição na terra dos descobrimentos, e lá fomos de ilha em ilha. Éramos quatro e somos tantos.

Reporter Timor às 02:51 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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