Do tanto que (ainda) há para dizer

Sobre as coisas que dizemos aos outros como se a nossa boca estivesse colada ao nosso ouvido e assim ao coração.

 

Dizia ela:

- No dia 1 de Agosto vou voar desta terra e isso, em princípio, já não muda.

 

E eu repliquei:

- Então concentra-te no momento presente e esquece o que vai acontecer amanhã. Porque nesta terra não podemos viver de outra forma. E, já agora, aproveita tudo o que há para aproveitar porque é bem possível que este Timor, este de agora, que é teu, mesmo que voltes, nunca mais seja aquele que hoje estás a viver.

E acrescentei, como quem reconhece a própria fragilidade:
- Seria uma grande ironia ficares presa à terra da liberdade.
Reporter Timor às 07:22 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos