Bem-vindo Desenvolvimento! # 3

 

Diz-se que o prometido é devido, portanto vim hoje aqui pagar uma dúvida e contar como tem sido a experiência de ver uma cidade inteira encher-se de semáforos e como reagem as pessoas a estas novas regras, afinal, tão antigas, previstas vai pra' cima de muito tempo.

 

Ora bem, eu diria que a cidade está um tudo-nada mais caótica, que a malta se zanga mais no trânsito e que nem sempre respeita (talvez por desconhecimento) as cores que, à vez, impõem a ordem. Mas tudo isto faz parte de um processo educativo, não é por acaso que as mensagens ao estilo-letreiro-de-farmácia são "Páre ao sinal vermelho e aguarde até ficar verde", "Tem que usar capacete pela sua segurança", tudo na base a-gente-sabe-que-isto-é-novo-estamos-todos-a-aprender.

 

Ontem o fofinho de um polícia pediu a um senhor velhinho, velhinho, "pára, lai" que é como quem diz oh-faxavór-não-se-importa-de-parar? E o homem não só o ignorou como ainda acelerou. O polícia ficou com um ar desolado mas conforme gritou voltou imediatamente à posição de sentido.

 

Para além de fazer parar o trânsito, a coisa boa disto é que agora as passadeiras, onde os peões têm sinais próprios, passaram a fazer sentido. Até agora, julgo, ninguém sabia para que servia isso das riscas brancas no chão. Tenho mesmo a sensação que só por um grande milagre não fui atropelada, no início, quando cheguei é que eu sempre fui um peão activista.

 

 

  

 

 

 

 

  

Das 5 motas fotografadas em baixo apenas 2 duas tinham espelho, coisa muito comum por aqui. A minha teoria é que usar espelhos lhes traz aquela vergonha de voltar a usar rodinhas de apoio na bicicleta. Pode ser que esteja errada, mas no fundo até sabem que não dá para conduzir assim às cegas. Dizer também que quando fui à inspecção, entre as muitas dezenas de motas (não me atrevi a tirar fotografias, era única mulher no meio de 300 homens) apenas uma estava a prevaricar. O dono, entenda-se.

 

 

Reporter Timor às 06:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos