Rote, take II

 

Rote é um daqueles destinos onde, invariavelmente, pensamos "aqui vou ser feliz" tal é o deslumbre com a paisagem logo à chegada ao cais. É azul e verde e o sol parece conservar ali todos os seus raios numa luz branca, incadescente, que nos cega. Na praia, a água é vibrante e convidativa, a área envolvente remete-nos para a sensação de um oculto virgem e o silêncio é paz e sossego. Diz quem sabe que a ilha não mudou muito desde há 20 anos. Uma cabana aqui, outra li e pouco mais.

 

Em Abril escrevi aqui sobre a aventura de quatro portugueses, eu incluída, à descoberta desta ilha sita na outra metade de ilha que, sendo Timor, pertence à Indonésia. São 12h de caminho, por terra, de Díli a Kupang e mais 2h de barco, coisa menos coisa. E - imagine-se - vale a pena o esforço, as horas passadas em estradas de pó num autocarro sem janelas, ar condicionado ou bancos suficientes para todos os passageiros. A verdade é que se fosse fácil lá chegar, estava lá o mundo inteiro e no lugar desta ilha com dois ou três surfistas teríamos uma caixa de sapatos. Assim sendo, a ilha apresenta-se-me enorme!

 

Foi por isso que voltei. Quer dizer, eu voltei e ele foi para a estreia.

O aniversário do R. foi o pretexto perfeito para rumar ao paraíso uma vez mais. E ser feliz - não é que nos possamos queixar - num cenário diferente. "Same, same but different". Os indonésios é que sabem, pá!

 

 

  

  

 

 

 

 

 

 

 

Em dia de aniversário acorda-se às 7h da manhã...para isto.

Vidas difíceis, como se pode ver.

 

 

 

O bolo de aniversário comprado numa pastelaria... - como dizer? - caseira.

Uma delícia! Terima kasih, ibu!

 

 

Reporter Timor às 04:45 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos