Histórias de um Natal com 40º à sombra

Quando Dezembro começa com mergulhos de mar à chuva, anunciar que é Natal soa - como dizer? - a piada. Queixo-me da ausência do frio - um sopro que seja - mantas, bolo rei e azevias. E sinto falta, sobretudo, do avô que adormeceu à lareira, da azáfama da mãe na cozinha, das crianças que perguntam a cada minuto se já é meia-noite e da casa, quando já em silêncio, iluminada pelas luzes da árvore de Natal.

 

Mas, enfim, é mesmo Natal e em Timor esta quadra não passa nada ao lado.

Há presépios por toda a cidade de Díli com direito à eleição do mais bonito, iluminado e criativo. Eu acho que pela dedicação de o construir com palha e troncos de madeira e à escala humana todos merecem ganhar.

É um Natal, imagine-se, sem compras, sem a histeria do comércio, dos presentes.

 

Mas há árvore de Natal, meus amigos, um must to have em qualquer parte do mundo. E esta, parece, foi comprada já com enfeites e entrega ao domicílio incluída.

 

 

Reporter Timor às 05:30 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos