O Piropo poliglota

 

Não tinha saudades nenhumas de trolhas. Passam ali o dia a erguer (e a subir) paredes e é ver um rabo de saia (o que não é o meu caso) e agem como se tivessem estado presos durante décadas. Mais: aposto que todos os candidatos a trolha passam por um rigoroso teste à sua capacidade para piropar.

 

Isto para dizer que passei por uma obra em Díli. Pior: estive uns longos 5 minutos ali parada à espera que a porta da Secretaria de Estado da Segurança abrisse para reaver o meu passaporte já com o visto de estadia especial. E o que aconteceu foi um chorrilho de disparates, vulgo piropos, primeiro em indonésio, depois em tétum, português, inglês, quiçá em fataluco.

 

Até que chegou o avô crocodilo, que é como quem diz um respeitável senhor de idade, a quem expliquei em tétum que faltava pouco para a porta abrir. A partir daí já só se ouviram os martelos (ah ritmo maravilhoso!). Isso e os trolhas a comentar entre si que afinal a malae'e - eu! - percebeu tudo o que eles tinham dito.

 

Reporter Timor às 05:21 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos