Habemus Papam

Escrever sobre religião não é o meu forte. Mas cá vai disto.

Se o Vaticano soubesse o quanto o povo timorense vive a doutrina da igreja mudava-se ali para a Praia dos Coqueiros.

E como é que um povo na Ásia se torna tão temente ao deus católico? a culpa (aqui está o tão nobre sentimento judaico-cristão!) é dos portugueses que enviaram, em missão, os padres católicos. A eles se devem os colégios e conventos, a sobrevivência da língua portuguesa neste lado do mundo, o baptismo de Manéis e Marias e o fim de reinos e casamentos polígamos. E assim de repente não me ocorre mais nada mas há certamente muito a dedilhar sobre este tópico.

Dizia eu que os timorenses são muito católicos. Note-se que as idas à missa apenas são intervaladas pelas próprias vidas e não o contrário como seria de esperar, é na missa que a alta sociedade se encontra, que a política acontece, que os adolescentes se apaixonam...caramba, parece que estou a descrever Portugal no anos 60!

Sobre o novo Papa eu não faria melhor resumo do que o que vem no Público: “O modesto jesuíta que chegou a Papa - Argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica. Primeiro Papa não europeu em 13 séculos. Escolheu o nome Francisco. Foi engenheiro químico antes de se tornar padre.”

Até aqui tudo muito bem mas apoquentam-me algumas questões. Ora leiam que diz o Público: “Ao longo dos anos, Jorge Mario Bergoglio deu prova da sua ortodoxia, manifestando também a sua oposição incondicional ao aborto e à contracepção ou à adopção por casais homossexuais”.

Ontem quando os sinos tocaram, já fora de horas, disse em voz alta (eu que nem sou dessas coisas) “habemus papam”.
Reporter Timor às 02:48 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos